terça-feira, 11 de agosto de 2015

NASCE UM (A) CIGANO (A)

A família é sagrada para os ciganos. Como em toda comunidade, o nascimento de um filho é considerado uma dádiva e interpretado como prolongamento de seus pais. E, mais do que isso, da tradição.
Numa visão prática, determinada pelas dificuldades de sobrevivência, uma criança a mais representa, no clã cigano, uma fonte de renda extra. Isso porque, desde cedo, o menino ou a menina passam a contribuir para o sustento da família: ele acompanha o pai nas feiras, e ela aprende a buena dicha (leitura da sorte, pelas mãos, pelas cartas, pelos dados).
O nascimento do primeiro filho dá autoridade e responsabilidade ao pai; quanto à mãe, significa que ela deixa de ser bori (nora) para se tornar mãe. Nessa condição, deixa de estar submetida ao mando e aos caprichos da sogra.
Tem especial significado, entre os ciganos, a primeira mamada do bebê. É quando a mãe tem a oportunidade de soprar, no ouvido da criança, de forma que só elas escutem, o seu nome secreto. Será esse o primeiro ato de cumplicidade entre mãe e filho. Esse nome, a ninguém será dado conhecer a não ser à própria criança, quando já adulta e no dia de seu casamento. Nesse dia, sua mãe lhe revelará. Se, no entanto, ocorrer da mãe morrer antes dessa data, a mulher mais velha do clã o fará. Pode ocorrer, contudo, de a mãe não ter tempo de fazer essa revelação antes da morte: então, esse nome jamais será revelado. Hipótese muito pouco provável é do filho ou filha não casar. Se acontecer, o segredo terá o mesmo destino, ou seja, jamais será contado. 
O nome secreto de toda criança cigana é, contudo, apenas um dos que recebe ao longo da vida. O segundo nome - pelo qual será conhecida no clã - lhe será dado, publicamente, durante o batizado. E ainda, um terceiro nome - pelo qual será conhecido entre os gadjós (não ciganos) - essa criança receberá.
Alguns rituais muito interessante estão associados ao nascimento da criança cigana. Assim é que uma feiticeira (shuvani) ou a mulher mais idosa do clã (baba) apresenta o pequeno ser para a Lua, com os seguintes dizeres: "Lua, luar, tome esse filho e me ajude a criar". Em seguida, ocorre o primeiro banho - o banho da prosperidade - que é dado numa banheira de cobre, com pétalas de rosas brancas, jóias de ouro e gotas de mel. Por fim, a avó do recém-nascido oferece a todos os presentes o "pão das três fadas" para que seu neto tenha sorte, saúde e riquezas.

                                               "... logo que uma criança cigana nasce, o mais velho do clã prepara um pão e um vinho para oferecer às "três fadas do destino", que vêm visitar o recém-nascido no terceiro dia de vida, com o intuito de designar a sua sorte".


                                                                                 extraído da internet, não de um site ou blog                                                                específico, mas do conjunto de informações, com adaptações 
                                                     um tanto romanceadas.

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